Cova

15 15UTC abril 15UTC 2011

I know, eu devo ser muito bobo. Ele nunca se arrependeu, nunca se arrependerá. Talvez ele nunca tenha gostado de você. Não há como lembrar que enquanto você paralizava tua vida. Ele seguia, trocando flertes, vivendo e vivendo. Hoje, eu acabei de voltar de uma festa. É estranho como no meio dela, eu lembro de você.

É estranho saber que o fim está próximo. Que não seremos nada. Porque nunca fomos nada.

Sim, eu tinha acreditado. Em tanta coisa. Era tão perfeito. Tudo quebrado com uma mentira de carnaval. Pra não fazer algo contra tua vontade. Não é o que você fez, mas o desprezo e as mentiras que contou. Eu não sei se supero. Eu sei que, no fundo, eu sei, você não me quer. Pouco se importa. Nem era uma mentira, eu nunca fui uma hipótese. Eu estava enganado e você me enganava e eu me deixava enganar, desde o princípio. Porque você me enganou? Porque não me fez o contrário? Porque não me disse a verdade? Porque me fez crer que eu era especial?

Eu só não queria ser seduzido. Eu acreditava que você se apaixonava. E você me seduzia.

E eu? Estava por ali, naquele taxi agora. E eu? Pensei, cavo minha própria cova? Existe essa chance de você me socorrer?

Mais uma vez, me enganei. Mais uma vez, me deixei. Talvez por um paspalho, talvez por um idiota. Talvez por um canalha.

Eu quero, quero muito acreditar que é o contrário. Mas é tão, tão dificil. Dói tanto, a sua falta de respeito comigo. Hoje, ao mandar o email do post anterior, eu vi que você tinha razão em muita coisa. A principal delas é que, como você disse, não somos nada, nunca seremos. Amanhã virá outro dia, e aquele Vinícius de outrora, bem, ele não pode ter morrido, ele simplesmente nunca existiu.

Eu vou direto ao meu cemitério particular. E eu sei que vou ressucitar. Só não sei se consigo mais acreditar, em ninguém.

Dói.

Carta ao Pequeno Príncipe

13 13UTC abril 13UTC 2011

Bonitão,

Queria que você lesse cinco trechos aleatórios + 2 mensagens de celular, de coisas que tu escreveu.

Vinícius: mas enquanto eu tava viajando eu senti tanta falta de ti que eu pensei se não seria bom poder dizer que tu é meu namorado.
Vinícius: e quando é que tu vai enlouquecer de trabalho e eu vou morrer de carência?
Vinícius: mas eu gosto de ti na minha bunda.
e do efeito que ela causa em ti.
Vinícius: é que as vezes o meu coração fica tão grande quando eu penso em ti que eu fico com vontade de explodir.
Vinícius: come. e bem comido.  ai, trigo. por que tu não mora aqui, eu preciso trepar contigo, a gente namoraria, seria lindo, casaríamos e teríamos filhos

SMS: “Seria tão bom se tu estivesse aqui pra qualquer coisa”. SMS meu: “Vou domir gatão, te adoro” Resposta: “Não vai nem falar que queria dormir comigo?”
.
.
Agora, antes de me dizer que eu faço mimimi, pensa nos seus? Se você não endossou nada? E era ótimo! E nem sabíamos, como agora não sabemos. Não quero que você volte igual, apenas ficou confuso saber se tu existe ou foi só sedução.
.
Ao mesmo tempo estamos fluindo, eu sei. Tu é meu pega, sou teu ficante e,  estamos mais proximos, nota?
.
Só quando descobri tudo (e as coisas que você nem sabia que eu sabia e outras que ainda não sabe que sei) que você se tornou assim, com medo de expressar pra não ficar sério. Já notou que é quando sonhamos que fica bom? Caso contrário, o pouco que passamos se torna um mentira. Tenho uma certeza: você quer fugir porque sabe que agora sei que você não é perfeito (e ninguém é). E você tem a necessidade de ser incrivel pra todos.
.
Bom, eu gosto de ti, como você é, aproveite isso e pensa nisso.

Beijos, Eu

Registro

11 11UTC abril 11UTC 2011

 

Hoje eu me prometi dormir pensando: é só uma fase de confusão alheia. Tudo dará certo. Ele não é escroto, quanto menos cruel. Logo logo isso passa e as melhores impressões que eu tinha dele se revelarão.

Otimismo. Eu estou tentando.

Hot Gets a Little Cold

11 11UTC abril 11UTC 2011

Precisa de mais?

Heaven,
You say it could be heaven …
But I don’t really know …
Lovers come and go …
When hot gets a little cold.

Infatuation is just the great anticipation
Of starring in that picture show
Let’s wait until the credits roll …
When hot gets a little cold.

I could get carried away but not anymore …
What was it I heard you say you love me ’cause I’m strong
I hope that you’re not wrong.

Heaven, you say it could be heaven,
Well I don’t really know …
I’ll try not to let it show
When hot gets a little cold …
When hot gets a little cold …
When hot gets a little cold …

 

My Hat Full Of Stars

10 10UTC abril 10UTC 2011

Não, não foram as mil mentiras que me fizeram tolo e sem esperanças. Não foram as coisas que fiquei sabendo, a sádica troca “sexual” com muitos personagens inalcançáveis. Foi a quebra da reciprocidade, uma outra mentira que você contou e nem se tocou. Quando você escrevia saudades para outro, que alguém era um filé e que ficaria com ciúmes, quando você usou as mesmas palavras, você me fez não acreditar em você. Quando você escolheu o carnaval da diversão, não foi o simples fato de não ter me dado satisfação, você nunca me deveu nada. Mas você tornou todas as suas declarações nulas e dispersas e irreais. Porque?

Eu acreditava que aquilo era real.

Quando tua reação foi inerte. Quando eu achei que você pediria desculpas. Não, não pediu. Disse até que repetiria tudo de novo. Não, eu não queria ouvir que você era tão decidido. Mas por um momento, eu achei que você diria: me perdoa, você é muito importante e eu me arrependo de ter feito isso.

As fotos de sua saga continuam lá. As mágoas do que você fez, continuam lá. Você nunca as retirou, nem tentou me tornar mais seguro. Foi piorando, se tornando todo dia mais cruel. Nunca se preocupou. Eu continuo aqui, sem saber o porque, idiota. Tentando achar qual é esse ponto positivo em você. Tentando acreditar que você realmente seja muito confuso. E que um dia, vai se arrepender. Quando na verdade, como me disse uma amiga: foi naquele momento que você o conheceu.

Sabemos que não irá querer. E eu, por mais que queira, sei que nunca serei.

Enganos

9 09UTC abril 09UTC 2011

Há uma certa ironia em reler os textos anteriores. Eu teria que publicar aqui um email que foi lido e não enviado, para esclarecer o texto que segue. Farei isso um dia, quando conseguir retirar dele as evidências. Por ora, me concentro: li “Carnaval” e “Paixão”, li que as piores dúvidas, nada mais eram, que verdades.

Mentiras que revelam que a pessoa que você se apaixonou, é uma fraude. E mesmo assim, você tenta o entender. Confuso, é assim que coloquei na minha cabeça que ele o é. As duvidas permeiam toda a minha razão, me tornam triste, seco, chorão. Eu queria muito alguém que o conhecesse pra conversar comigo. Onde eu estou? E o que estou fazendo da minha vida?

Descobri tanto. Sadismos, mentiras, falsidades. Uma coisa “flertar por flertar”. Não, não houve reciprocidade. It’s a mistake. Eu sou um “pega”. Talvez nunca haja nada. Nada. Talvez eu quebre minha cara muito em breve. Na verdade, essa é a hipótese mais provável. Eu me sinto andando em direção ao bueiro. Há uma pífia esperança de ser socorrido, e uma certeza absoluta que tudo pode se tornar ainda mais negro.

Eu adoraria que as duvidas mais simples desse post, as positivas, que andam tão em descrédito como estavam as negativas nos anteriores, se mostrassem verdade. Mas eu não sei. Eu fui enganado. E continuo me permitindo ser, enganado.

Paixão

7 07UTC março 07UTC 2011

O feriado anuncia seu fim. As perguntas, como no post anterior, permanecem: eu mereceria um cuidado? Um plano? Uma visita? Enquanto isso não se responde, fiquei pensando nisso que sinto agora, a paixão.

Muito embora sem fogo, eu acho que fui mais feliz quando simplesmente amava. Não doía. Mas aí vem a constatação sequente: quando eu amava, só queria sentir esse friozinho na barriga. Para que mesmo?

Eu nunca soube conviver bem com a paixão. Nunca fui feliz com esse sentimento. Ele nunca foi pleno pra mim. Sempre me machucou. Me levou a lugares escuros que nem sempre consigo me lembrar. Fiz o inóspito pela paixão. Sofri. Sempre.

Me lembro de enormes mudanças que fiz por causa das paixões. De certa forma, minha vida foi levada por esse sentimento. Por ele mudei de cidade, encontrei rumos profissionais, fui capaz de mudar como em nenhum outro tempo. Só que eu não me lembrava da paixão. Ela já estava longe de mim há mais de cinco anos. Sim, eu não tenho certeza se fui apaixonado nem pelo meu namorado mais longo. Eu apenas o amava. Mas a paixão….

A paixão nunca foi feliz pra mim. Mas nunca, lembro, conheci seu retorno. Poucas vezes vi duas pessoas apaixonadas em encontro constante. Ao que tudo indica, isso vem acontecendo agora. Mas como dói. Dói.

Esse sentimento que tanto machuca me deixa aflito, inquieto, solitário. Eu perco a concentração em todos os assuntos possíveis. Parece que a minha cabeça gira em torno do mesmo eixo. E eu achava, no fundo, que não poderia mais ser pego por esse sentimento. Cá estou. Soterrado de paixão, de amor, dessa coisa que me explode o peito. E assim como sempre me paralisou, me ensinou a viver.

 

Carnaval

5 05UTC março 05UTC 2011

São meia noite. Uma sexta de véspera de Carnaval. Na rua, tudo parece ser samba. Todos se preparam para quatro ou cinco dias, intensos, densos, de alegria. Aquela alegria brasileira que eu, definitivamente, nunca entendi bem. São meia noite, eu me preparo, para quatro ou cinco dias, sóbrios, densos, intensos, de solidão.

Eu escolhi assim. O dia foi assim, ruim. Ninguém sabe. Mas foi. Hoje eu quis fazer um texto de capa, me foi negado sutilmente, questionei minha competência. Aqui estou. Troquei uma viagem ao Rio de Janeiro com o melhor amigo, para aqui ficar. Os fatos que me levam?

Vão muito alem desse tempo sombrio profissional. Um tempo profissional que me tira a alegria, que me deixa escuro os planos. Que me fazem desconfiar de mim, do meu talento. E uma paixão, amor (?), sei lá que raio é isso.

Ele teve ciúmes, eu achei fofo. Mas e eu? Eu no Rio de Janeiro faria o que? Me sentiria triste, porque preferiria gastar esse dinheiro com uma viagem mais ao sul. Hoje o tempo mudou, ele se sentiu culpado. O culpado sou eu, que me sinto péssimo e paraliso quando apaixonado. Fiz o que fazem os amantes: o encorajei a ser feliz. E assim foi.

Ciúmes? Não exatamente. Uma viagem com o pai, que problemas há. No mais, não somos namorados, não somos nada. E mesmo se fossemos. Na minha cabeça, todo tipo de pensamento vai e se esvai: que ele foi se encontrar com outros amigos e depois o normal: tolice Antonio, tolice. Ele não mentiria pra você. Mas… Como já fizeram isso comigo no passado. Ah sim, uma cicatriz, mais uma sequela. Ainda aberta. O problema, na verdade, não são os amigos, não é a divesão. Quero muito que ele seja feliz, sempre. Mas, eu valia alguma esforço?

A duvida maior ficou porque desde sempre,ele me disse que tinha que ficar com o irmão, ou whatever. Depois já ia ficar mais num amigo. E eu fui ficando confuso. Fraco. Dinheiro é todo esse problema? Ficar comigo cinco dias em SP seria tão ostensivo assim? Não sei… O problema é mais embaixo.

Se a minha sede corresponde a sua. Se a nossa sede é a mesma. Afinal, eu daria o jeito pífio de vê-lo, com ou sem dinheiro, pelo tempo junto e pelo feriado longo. Vários sinais. Um breve eu vou na Páscoa, daqui um mês. O coração se enche porque tem data. Mas e o carnaval que ficou meu coração?

Um carnaval que sofre de solidão. Que se pergunta se novamente não é indiferença,  questiona a própria entrega. E depois, como bom maduro que já é: admite: deixa de fazer esse carnaval, ops, essa tempestade. As pessoas são diferentes. Cabe a você, somente a você, aceitar as diferenças alheias e exigir menos.

E eu tenho conseguido.  Que bom!

E eu tenho conseguido. Mas quem fará algo por mim?

E eu tenho conseguido. Que bom?

Becausêêê…

15 15UTC outubro 15UTC 2010

Há surpresas na vida que são indeléveis. Eu me devia um texto bom depois dessa fase estranha. Há pessoas que entram em nossa trajetória e você tem certeza que vão ficar por muito tempo. Eu me devia o reconhecimento desses caminhos tortos que nos fazem trilhar de novo.

Você foi uma destas surpresas absurdas. Cujo efeito poderia ser paliativo, não é. Apareceu lá atrás como mais um garoto loiro que confrontava um início de relacionamento. Tive ciúmes, marcou, e logo fui te admirando, como observador de alento, ao longe, foi entrando.

Agora, apareceu de novo, confrontou meu presente. E isso não foi ruim. Ao entrar na minha vida e causar desta vez o ciúme do outro, fez com que o outro se revelasse. Sim, tem sido dolorido. Mas me obriguei a andar de novo. Viver. E isso não é pouca coisa.

Eu sempre fui uma ilha cercade de mineiros, e então você veio com aquele sotaque. Falou de moda como eu gosto. Sorriu e me fez ver arte. Desafiou-me. Tive vontade de cair nos seus braços, pra minha surpresa. Beijar-te? Sim, também fez parte. Foi honesto, sincero. Não foi previsto. O futuro não se sabe. Mas o fato é que ao provar a fidelidade ao outro personagem distante, se tornou ainda mais belo e mais amigo que antes.

Conquistou até meu melhor amigo. Dancei loucamente, vivi loucamente. Ri de forma sincera. Fiz as pazes comigo e segui em frente. A melhor forma de superar dores é saber que sempre ganhamos mais com energia positiva. Ganhei num simples fim de semana, energia. Não tive pressa, não tenho pressa de viver. Amizade é algo que considero um dom supremo. O que for disso tudo ainda não sei, alguns sentimentos são sempre confusos. No fim, descobri como menino bobo que ganhou brinquedo novo, que sempre é tempo de recomeçar.

Narciso

14 14UTC outubro 14UTC 2010

Eu acreditava que o ser humano, na pior das hipóteses, tentaria ainda compreender o outro. O que vejo? Não se engane. Esse é um dom raro. Me surpreendo com o egoísmo alheio a cada momento. Me surpreendo com o ego, com a raiva.

Será que antes de ser magoado, mesmo que você não tenha tentado entender o que aconteceu ao outro, você tentou enxergar o que fez? Conseguiu olhar alem do próprio umbigo?

Não, é claro que não. Essas são as pessoas vis. Pessoas que por mais que eu queira mesmo ignorar, conseguem me ferir a cada segundo.

O que me dói? Eu ainda me importar e tentar te fazer bem. Eu ainda tentar não dar argumentos pra você se magoar, coisas que você, bem, nunca faria por mim.

Choro de novo, e agora não gosto dessas lágrimas.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.